No trabalho...
-Então...
-Então o que?
-Fez o trabalho que pedi?
-Que trabalho?
-¬¬
Devastação
Devastação é a palavra.
Não acreditar mais nas pessoas é um problema e quando você sente isso na pele você se torna uma pessoa ruim.
Nicolas tinha parado de acreditar em tudo e todos.
Esta certo que o motivo daquilo tinha sido uma simples mulher, porém num contexto mais amplo ele tinha perdido muito mais... Tinha perdido a fé nas pessoas.
As coisas estavam horríveis: seu emprego era uma droga, a mulher que ele amava o deixou, seu pai só sabia extorquir dinheiro e ele realmente não sabia como ia ser...
Para qualquer lado que Nicolas olhasse as coisas não pareciam estar muito boas, mas algo aconteceu... Ele conheceu alguém que talvez pudesse fazer a diferença que ele esperava e perto dela as coisas simplesmente começaram a dar certo.
Conseguiu o emprego de seus sonhos capaz de lhe proporcionar uma vida confortável e estável dali pra frente, mas muito corrida. Fazer jornalismo e produzir informação em tempos como os de hoje é difícil e não te da muito tempo durante a semana para fazer outras coisas.
Sua fé num mundo melhor voltou. Nicolas parou de desprezar e voltou a ajudar como sempre fez acreditando no futuro e na verdade das pessoas até que veio a ligação.
-Estou com saudade
-Eu também
-Vamos sair?
-Não, vou sair com aquele cara
-Como assim? O que esta acontecendo?
-Isso não esta certo.
As coisas desabaram: Conseguiu se envolver na mesma situação anterior quando a pessoa que ele mais gostava lhe fez sentir coisas tão ruins que ele simplesmente passou a desacreditar.
Tinha feito planos para uma ótima vida... Talves ela fosse a mulher da sua vida...
Agora ele era Nicolas o homem com o emprego dos sonhos, um pai que continuava o extorquindo, ainda mais depois de saber do emprego novo, uma família que tinha poucos membros e menos ainda que lhe consideravam e principalmente Nicolas o homem que tinha voltado a desacreditar em tudo.
Durante uma tarde de pensamentos ele diz para si mesmo: Quem sabe agora você toma isso como algo permanente para sua vida.
Pior que se envolver em algo como isso uma vez é fazer isso duas vezes... Exatamente do mesmo jeito...
Nicolas pensou que já que naquela noite a pessoa que tinha o feito acreditar de novo estava se divertindo saindo ele deveria fazer o mesmo. Não com a pessoa que o fez acreditar na primeira e não com a pessoa que o fez acreditar na segunda, pois pra alguém fazê-lo acreditar agora seria impossível.
Ele estava desacreditado.
Não acreditar mais nas pessoas é um problema e quando você sente isso na pele você se torna uma pessoa ruim.
Nicolas tinha parado de acreditar em tudo e todos.
Esta certo que o motivo daquilo tinha sido uma simples mulher, porém num contexto mais amplo ele tinha perdido muito mais... Tinha perdido a fé nas pessoas.
As coisas estavam horríveis: seu emprego era uma droga, a mulher que ele amava o deixou, seu pai só sabia extorquir dinheiro e ele realmente não sabia como ia ser...
Para qualquer lado que Nicolas olhasse as coisas não pareciam estar muito boas, mas algo aconteceu... Ele conheceu alguém que talvez pudesse fazer a diferença que ele esperava e perto dela as coisas simplesmente começaram a dar certo.
Conseguiu o emprego de seus sonhos capaz de lhe proporcionar uma vida confortável e estável dali pra frente, mas muito corrida. Fazer jornalismo e produzir informação em tempos como os de hoje é difícil e não te da muito tempo durante a semana para fazer outras coisas.
Sua fé num mundo melhor voltou. Nicolas parou de desprezar e voltou a ajudar como sempre fez acreditando no futuro e na verdade das pessoas até que veio a ligação.
-Estou com saudade
-Eu também
-Vamos sair?
-Não, vou sair com aquele cara
-Como assim? O que esta acontecendo?
-Isso não esta certo.
As coisas desabaram: Conseguiu se envolver na mesma situação anterior quando a pessoa que ele mais gostava lhe fez sentir coisas tão ruins que ele simplesmente passou a desacreditar.
Tinha feito planos para uma ótima vida... Talves ela fosse a mulher da sua vida...
Agora ele era Nicolas o homem com o emprego dos sonhos, um pai que continuava o extorquindo, ainda mais depois de saber do emprego novo, uma família que tinha poucos membros e menos ainda que lhe consideravam e principalmente Nicolas o homem que tinha voltado a desacreditar em tudo.
Durante uma tarde de pensamentos ele diz para si mesmo: Quem sabe agora você toma isso como algo permanente para sua vida.
Pior que se envolver em algo como isso uma vez é fazer isso duas vezes... Exatamente do mesmo jeito...
Nicolas pensou que já que naquela noite a pessoa que tinha o feito acreditar de novo estava se divertindo saindo ele deveria fazer o mesmo. Não com a pessoa que o fez acreditar na primeira e não com a pessoa que o fez acreditar na segunda, pois pra alguém fazê-lo acreditar agora seria impossível.
Ele estava desacreditado.
Ahhh o Natal
Na ceia de natal...
-Eu não acredito que você não gosta de Natal
-Por que é tão difícil assim de acreditar?
-Sei lá. É Natal oras
-Você ganha roupas que nunca dão em você, não pode beber na festa da empresa por que seu chefe esta (mesmo a bebida sendo de graça), aquele seu tio gordo se veste de Papai Noel, ouve músicas da Simone e vê filmes natalinos... Ahhh os filmes natalinos...
-Ok. Não é tão bom assim, mas pelo menos comemos aquele peru beeem molhadinho...
-¬¬
-Eu não acredito que você não gosta de Natal
-Por que é tão difícil assim de acreditar?
-Sei lá. É Natal oras
-Você ganha roupas que nunca dão em você, não pode beber na festa da empresa por que seu chefe esta (mesmo a bebida sendo de graça), aquele seu tio gordo se veste de Papai Noel, ouve músicas da Simone e vê filmes natalinos... Ahhh os filmes natalinos...
-Ok. Não é tão bom assim, mas pelo menos comemos aquele peru beeem molhadinho...
-¬¬
Satisfação

Tenho uma confissão a fazer: Nada mais me satisfaz.
Tenho a incrível capacidade de achar sempre os mesmos problemas, fato que me acompanhou na vida profissional e principalmente na pessoal até que recentemente, e finalmente, consegui um emprego decente que me desse a real condição de verdadeiramente planejar um futuro decente.
Mas então qual é o problema? Dinheiro é tudo!
O problema é que infelizmente ter uma vida confortável daqui pra frente simplesmente não me satisfaz. Minha vida pessoal esta um lixo e meu coração esta partido e rachado em algumas partes.
Nada que o álcool e algumas mulheres não possam resolver! Haha
Já pensei em simplesmente jogar tudo pro alto e curtir como da última vez, mas não consigo e por algum motivo gosto de me flagelar com isso, simplesmente nada mais me satisfaz.
A cerveja não é igual, a velocidade não me atrai e a minha noite realmente parece não mais me agradar... Simplesmente nada mais me satisfaz.
É impressionante como Deus sabe o que faz: Se eu tivesse nascido rico provavelmente já teria morrido, pois a minha profissão e minha constante busca por algo bom talvez seja o real motivo que realmente me mantém de pé nessas horas.
Quando sofro tenho acessos de loucura, pois simplesmente não paro. Parar significa pensar e pensar significa entristecer e entristecer é cair.
Alegria, alegria, alegria...
Se eu tivesse me tornado um rockstar como era meu sonho de adolescência já teria tido um overdose nessa situação ou sei lá... Talvez eu simplesmente me acostumasse com o sexo casual, drogas grátis, guitarras altas e multidões.
Eu me acostumaria fácil com isso... ha
Acho que se eu fosse um rockstar gostaria de ser Eddie Vedder, mas invariavelmente ia acabar me tornando um Kurt Cobain. Os dois extremos do Grunge que apesar da minha idolatria por um ia acabar cedendo aos caprichos da loucura instantânea do outro.
Talvez o meu empreguinho seja melhor mesmo, mas de vês enquanto ainda sonho com a distorção no ouvido, afinal, nada mais me satisfaz. Simplesmente nada...
“... I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real ...”
Nine Inch Nails - Hurt
À minha segunda-feira

Construir não é fácil.
Uma porcentagem ínfima da população mundial tem o dom de construir carros, casas, estádios, cidades... Enfim, e uma menor ainda tem esse dom para construir com lego.
O monte de peças coloridas era a especialidade de Radamés desde que era criança. O menino fazia inveja nos colegas com seus projetos arquitetônicos gigantes e bastante coloridos.
Destacava-se em matérias como matemática na escola e isso o ajudou a tornar a sua pequena cidade de lego conhecida primeiro em casa, depois entre os amigos até que sua fama finalmente se estendeu por todo o bairro.
Isso mesmo: toooodo o bairro
Adorava perder horas naquela brincadeira estafante para alguns, mas extremamente prazerosa para ele. Gostava de chamar a cidade, de pouco mais de três metros quadrados, de Radamés Land. Uma pequena referência a Never Land de Peter Pan que era um de seus livros preferidos.
Certa vez quando o seu império cheio de cores já tinha atingido certa fama recebeu Fabiana, uma colega de escola em casa e brincaram durante toda à tarde até que ele resolveu mostrar a ela a sua maior obra prima.
Deu certo: Fabiana realmente ficou impressionada, perguntou muitas coisas, ficou estarrecida com outras respostas e fez um pedido.
-Radamés?
-Sim Fabi?
-Será que eu poso fazer uma contribuição para sua cidade?
-Claro, o que você quer fazer, uma casa, um carro, um avião, um...
-Não
-O que então?
-Quero fazer um único pilar e te peço que construa algo a partir dele
Radamés achou a proposta meio estranha, mas aceitou.
Quem em sã consciência negaria algo a ela?!
Fabiana colocou seu pilar que media pouco mais de dez centímetros e logo depois foi embora quando a mãe da moça chegou buzinando do carro e chamando-a para ir jantar.
Acenando para a família de Radamés num simpático sinal a garota e a mãe se despediram.
Radamés passou todas as suas manhãs, tardes, noites e madrugadas daquele final de semana buscando construir algo a partir do pilar que Fabiana tinha feito, tentando bolar as coisas mais incríveis possíveis para impressioná-la, mas nada saia de sua cabeça.
Rodava em volta da cidade e do pilar, feito de lego, como se estivesse numa brincadeira de dança das cadeiras e nada.
O maior gênio de lego do bairro estava em crise por causa de uma garota
Relutou, não se entregava, pensou mais uma vez e nada, pensou mais duas, três, quatro...
Era mais que um pilar de lego. Simbolizava o único desafio no lego que não foi capaz de superar, simbolizava, talvez, que não fosse mais o melhor do bairro nem o dono permanente da atenção de Fabiana em definitivo.
Foi para a cozinha triste, sentou na cadeira é só encontrou consolo num copo gelado de refrigerante com o biscoito que sua mãe havia comprado recentemente.
Disse para si mesmo enquanto a segunda, as aulas e o novo encontro com Fabi não chegava:
-Pelo menos hoje vou encher a cara de glicose
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