Matutando (vídeo novo)



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Nunca quis

Deito na cama enquanto lembro das ofensas que direcionou a mim.
Esperneou, se exaltou, entristeceu-se por alguém que agora não fala. Decidiu se afastar e disse que está bem, se distanciou e confessou que caiu bem, afastou-me e decretou sua preferência.
E esse silêncio entre nós que insiste em se exaltar dentro de mim? Reprimido, tomado de assalto por saber que a mesma inquietude não a atinge.
Que é irrelevante o suficiente para tentar despertar com uma mensagem e curta o bastante para cair no esquecimento depois de um final de semana. Não para mim...
Não nego que imagino como seria...
Não nego que sinto falta...
Não nego que me escondo cada vez que a música toca...
As vozes em minha cabeça... Reprimo cada uma: Beije-a só mais uma vez, pegue só mais um taxi, beba só mais uma... À noite debaixo dos arcos nunca acaba.
Noite de 300 anos que gira sem parar e nunca acaba sendo revivida a cada sonho que tenho e banho que tomo em seguida.
A água percorre meu corpo e cai no chão junto com minha vivacidade, minha tenacidade meus sentimentos.
Sentado vendo escorrer peço: não agora... Nunca mais.
Não pedi mais que sua presença em minha vida. Obtive menos que sua ausência... Encontros raros que são tudo o que nunca quis.