A "democracia chinesa" não é mais novidade


Nem eu acreditei quando ouvi a noticia: sai Chinese Democracy do Gun’s roses.
A noticia, dessa vez verdadeira, me assustou. Desde que comecei o meu interesse pela musica na adolescência ouço falar desse disco.
Apesar de não ser um fã ardoroso do Guns e nem do Hard Rock, me senti instigado a conhecer esse famigerado trabalho que levou 15 anos para ficar pronto.
Catei dez musicas na internet, que vazaram do disco, e comecei a ouvir. A primeira canção tem pegada, uma guitarra direta com muito punch e alguns sons esquisitos que me lembraram Tom Morello (Rage Against the Machine e Audioslave), mais que definitivamente não me remetiam ao Guns que existia em minha memória. Até o nome do disco tão polêmico para a época se perdeu com o tempo, pois o que é hoje o “comunismo” chinês?
O resto do disco foi uma decepção para mim, confesso que não cheguei nem até o final da audição.
Axl “o vocalista gordo e flácido” (rsrs) simplesmente passou o resto das musicas que ouvi flertando com a musica eletrônica! Não se enganem eu adoro a musica eletrônica, mais eu esperava o Guns’n Roses e não o Prodigy.
Mudando um pouco o foco, acho que as bandas perderam o rumo nos últimos tempos. Não existe mais aquela amizade entre os músicos e sim um desejo de ganhar dinheiro. Entre cantores suicidas, guitarristas virtuosos e vocalistas estrelas algo se perdeu no caminho. O Led Zeppelin, banda de rock dos anos 70, por exemplo, teve o encerramento de suas atividades decretado na morte do baterista John Bohran. Os músicos dedicaram-se então a projetos solos e paralelos, como o de Jimmy Page e Robert Plant guitarrista e vocalista do Led respectivamente, até um princípio de volta com o filho de John, Jason Bohran assumindo as baquetas por um único show onde os ingressos tiveram que ser sorteados para compra (com um preço exorbitante) na internet.
O fato é que o Zeppelin só voltaria com um batera de sobrenome Bohran. Que banda nos últimos anos teria tal atitude?
Eu não conheço.

Life business



Um produtor da gravadora Sub pop, famosa por lançar bandas em Seattle, disse certa vez que à vida é um grande negócio.
Sempre fui um cara com uma visão romântica da vida em tudo. Pois bem, estou decidido a mudar isso em relação a todas as coisas que amo de verdade.
Aff
Não existe musica atualmente, existe produção.
Não existe amor (verdadeiro) recíproco, existem negócios e respeito.
Meu jornalismo é o que há e ponto.

O resto é boato...



Existia uma certa turma, uma certa garota e um certo gordão...
Eu era daqueles caras que andava com a turma dos menos populares, não por obrigação mais por escolha, eu era um adolescente no primeiro ano do segundo grau, eu era magro, tinha uma altura mediana e o cabelo bagunçado...
Nunca fui de ficar caçoando dos outros, mais quem não caçoava Jonas?
Ele era tudo aquilo que um jovem no segundo grau poderia ser para virar alvo de chacota: tinha um metro e setenta, olhos esbugalhados e uma massa corporal assustadora, ou seja, ele era um gigante, um gordão.
Jonas talvez pensasse que aquilo fosse uma prova, e que depois de tudo iria seguir aquela provável máxima do segundo grau de que daqui a alguns anos se tornaria um empresário de sucesso e teria toda a mulher e dinheiro que quisesse. Eles devem ter feito tanta falta a ele nessa época, pois quem, naquele maldito colégio, era mais inteligente que ele? É isso! Talvez essa fosse a sua prova para ser alguém bem sucedido, ou não...
Nunca tive problemas maiores com as brincadeiras com Jonas, a não ser quando a brincadeira partia para o seu amor, mais ou menos secreto, por Roxane. Não o culpava, ela era linda, mas não de um jeito comum. Era baixa, tinha cabelos encaracolados, um rosto redondo e o jeitinho mais lindo do mundo, ela era daquelas garotas que todos gostavam. Afinal de contas não tinha como ser diferente.
Nós cantávamos perto dele, às vezes no intervalo, às vezes na saída, aquela musica do The Police que conta a história de uma prostituta com o mesmo nome que o dela.
A cada verso Jonas ficava mais vermelho, e ficávamos comparando o seu rosto com a metade de uma melancia. Mais naquele dia aconteceu algo diferente, algo que Jonas nunca tinha feito, ele se virou e caminhou em nossa direção. Aturdidos nós só conseguíamos ver a coisa gigantesca vindo em nossa direção, e ao chegar a dois passos do nosso grupo ele se virou para mim (talvez por ser o menor e mais magro do grupo) e disse aos berros: Hoje, briga, eu e você, no estacionamento, não tente fugir!
As palavras de Jonas ressoavam na minha cabeça, eu tinha mais dois tempos de aula até ele me encontrar no estacionamento para me esmurrar até a morte. Já podia ver as capas do jornal no dia seguinte: O Globo: Mais uma vitima do bullying nas escolas! – O dia: Garoto assassinado em colégio – Meia Hora: Morreu de chacota.
Meus amigos disseram para eu avisar o inspetor, a professora, a diretora, o Papa... Eu não podia era deixar aquela coisa bater em mim.
12:10 - hora da saída, sai da sala correndo disposto a pedir ajuda ao inspetor que ficava numa cabine pouco antes da entrada no estacionamento e da saída do colégio.
12:12 – Percebo duas coisas: o inspetor não esta lá e Jonas esta vindo correndo a passos largos logo atrás de mim derrubando os amigos que me seguiam um a um. Ele finalmente me alcança quando eu estava descendo a escada, que dá acesso ao estacionamento, com um soco do qual me desvio, com um reflexo que nunca tive com um pulo para o lado.
Percebo ao me levantar que Jonas esta agora na minha frente pronto para desferir outro soco. E ele me acerta em cheio uma, duas, três vezes. Começo a ficar extremamente zonzo, quando ouço uma voz inconfundível dizendo: PARE JONAS!
Era Roxane, linda com um vestido florido (de Maria mijona, segundo ela) pedindo para Jonas parar. Jonas hesitou, por um momento ele hesitou ao ouvir a voz de Roxane, por um pequeno momento... mais foi o bastante para eu acertar um soco em seu estômago e num piscar de olhos estar agarrado às costas do gigante esmurrando a sua nuca...
Bem, depois disso uns dizem que eu venci por acabar a briga esmurrando o seu corpanzil quando o inspetor chegou, outros que Jonas venceu, pois a partir daquele dia ele ganhou o respeito de toda a escola acabando com as zoações.
O resto é boato...


Sorria...



É uma forma meio extrema de pensar mais... Alguém ai já reparou como hoje em dia só fica triste quem quer ou quem não tem dinheiro pra pagar?
Quem nunca tomou umas e outras para esquecer um pouco o que quer que fosse, quem nunca foi a uma festa mesmo cansado para curtir depois de um dia estafante ou mesmo não foi consolado por uma pessoa querida dizendo: “não fique assim, tudo vai se ajeitar.”
Existem drogas de todos os tipos, licitas ou ilícitas, para fazer você “relaxar” um pouco e esquecer essa nossa vida cotidiana atribulada e cheia de percalços. Por que ficar triste num mundo tão cheio de atrativos?
De repente isso explique um pouco o movimento Emo, por exemplo, que gosta de sentir, mesmo que de maneira extrema, e às vezes até tosca, num contraponto ao tema desse texto de forma sincera a sua tristeza. Baseamo-nos muito, por exemplo, nas emoções do próximo, da pessoa que se gosta. Existe uma certa menina, no meu caso, que tem influência direta nas minhas emoções do dia. Se ela esta triste numa sexta-feira, eu não consigo me divertir em lugar nenhum por saber do seu estado emocional. Marcelo Camelo diz na segunda faixa de seu primeiro CD em palavras repetidas de forma quase que hipnótica: “tudo passa... tudo passa...” sou muito fã do ex-hermano mais infelizmente tenho que discordar dele nesse ponto, nem tudo passa Camelo.
Um velho samba que me vem à cabeça tem a seguinte frase: “tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor...”
Li uma reportagem dia desses que me surpreendeu, pois até nesse ponto a alegria constante chegou. Um estudo recente sobre os últimos sambas do carnaval carioca (o maior carnaval do mundo) diz que a maioria dos sambas feitos pelas escolas nos últimos anos estão em tom maior. Trocando em miúdos, isso quer dizer que eles são feitos, meio que na marra, para serem sambas “pra cima” talvez, isso explique por que os de antigamente são muito mais faceis de assimilar e gravar, e aquele seu vizinho velhinho continue a cantar ele frequentemente e não os atuais.